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INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL COMEMORA 100 ANOS

 O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) completou 100 anos de existência no dia 26 de janeiro de 2021. O IAB, entidade mais antiga das arquitetas e dos arquitetos brasileiros, lutou contra duas ditaduras, formulou políticas públicas para habitação e gestão urbana, promoveu importantes concursos, mostras e bienais. Na Bahia, o departamento do IAB é um dos mais antigos, completando 67 anos em abril de 2021.

Confira aqui a cerimônia completa

Para comemorar o centenário, a entidade tem uma programação com homenagens ao arquiteto Haroldo Pinheiro e ao jornalista Vicente Wissenbach, intervenções culturais na principais capitais brasileiras e no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, além da realização da 166ª Reunião do Conselho Superior do IAB (COSU), virtual e transmitida ao vivo pela Fanpage do IAB, reunindo presidentes dos departamentos, direção nacional e comissões. Nas sedes dos 19 departamentos estaduais do IAB serão realizadas projeções de fotos e documentos que contam a história da entidade.

Saudação do IAB/BA ao Centenário – Luiz Antônio de Souza, presidente IAB/BA

Se tivéssemos que escolher uma referência botânica simbólica para aludir ao primeiro século de existência do IAB, seria o Jequitibá. Eles chegam a 3.000 anos de idade dando frutos. Contudo, a longevidade de uma construção associativa como a nossa é datada por outro tempo e olhar histórico. Solenizar a sua existência é promover o entendimento do passado a partir do olhar do presente. É empreender a tarefa complexa de promover o conhecimento da sua história como tempo narrado. E, são várias histórias. E no tempo da história temos o tempo geográfico, o tempo social e o tempo individual, este as vezes lento e fugaz como a vida das pessoas que tendemos a exaltar.
Foi um conjunto de condições objetivas que confluíram para o surgimento, em 1921, da “Revista Arquitetura no Brasil”, para difusão ideológica no sentido gramischianos, de um ideário de arquitetura. Uma publicação oficial e conjunta do Instituto Brasileiro de Arquitetos, da Sociedade Central de Arquitetos e da Associação dos Construtores Civis do Rio de Janeiro.
Isto aconteceu num contexto político e social complexo, sendo emblemático a criação da Universidade do Brasil; o movimento de ação política de regeneração das cidades; a Exposição Internacional do Centenário da Independência e o levante do forte de Copacabana, entre outros. Igualmente complexo e dramático é o tempo em que ingressamos nos 100 anos de existência.
Em 1954, no seu tempo, – a exemplo de outros estados – os arquitetos organizam-se na Bahia e assim passamos a fazer parte da ramificação do Jequitibá federativamente. É certo que pensar esse tempo e refletir sobre ele para além de uma linearidade, sobre suas rupturas, permanência, simultaneidade, continuidade e descontinuidade é uma desafiadora construção coletiva.
Mas a história, todos sabemos não é uma conta de somar.
Espero em nome de todos os que conferem organicidade política da nossa federação, atentos a um renovado olhar histórico que descortinemos novos caminhos reatualizando o ideário de uma práxis libertaria da arquitetura e de demais saberes.
Longa vida aos IABs. Obrigado“.

 

Anos 20: o primeiro instituto de arquitetos
Em 1921, ano em que o Rio presenciou outra expansão urbana, durante o governo de Epitácio Pessoa, com nova organização das camadas sociais, nasceu o Instituto Brasileiro de Architectura. A entidade foi criada no dia 26 de janeiro, após reunião de 27 arquitetos e engenheiros na Escola Nacional de Belas Artes. O instituto promoveu a proteção da profissão, definiu a tabela de honorários, luta pela realização de concursos públicos de arquitetura e discutiu a formação e o exercício profissional. Tais bandeiras foram erguidas assiduamente desde a gestão do primeiro presidente eleito, o arquiteto Gastão Baihana, que também integrou a comissão encarregada de redigir os estatutos. A agitação crescente em torno das artes e da política brasileira abriu portas para um período de efervescência, que gerou a Semana de Arte Moderna de 1922 e o manifesto Surrealista. Saiba mais sobre a história do IAB, acesse: http://iab.org.br/clean/historia



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