Notícias



PREMIAÇÃO IAB BAHIA 2013 – CATEGORIA: ARQUITETURA DE EDIFICAÇÕES – MEMORIAL DO HOLOCAUSTO

MEMORIAL DO HOLOCAUSTO
CEMITÉRIO ISRAELITA_SALVADOR_BAHIA | JULHO | 2007
SERGIO KOPINSKI EKERMAN

O Memorial busca a inspiração de suas formas na palavra “chai” – vida em hebraico – compreendendo que a lembrança tanto dos que se foram como daqueles que estão entre nós faz-se através da recapitulação de suas vidas, suas ações e seu legado. Não à toa, chamamos o cemitério, em hebraico, de Beit HaChayim, Casa da Vida.

A partir disto, o projeto procura criar um espaço forjado pelas nuances da luz natural, utilizando o concreto aparente, brutal e imperfeito, para sugerir a aspereza da experiência vivida pelos mortos e sobreviventes da shoah. O volume principal é um cubo com lado igual a quatro metros, fechado de maneira parcial em três lados e aberto ao cemitério na fachada oeste, através de um pórtico que enfatiza a relação entre símbolo e forma. A cobertura é uma laje de concreto com perfil curvo e inclinado, que se pronuncia num balanço de gesto ascendente, de busca pelo sagrado, que marca a fachada “ritual”, a leste, desenhando também o “chai” na fachada norte. Um vazio caracteriza a relação entre o plano da laje e o muro leste ritual, permitindo a entrada da luz “divina” no interior e dramatizando o balanço da estrutura.

No interior, o espaço define-se pela presença de um banco e de uma caixa construída com chapa metálica grossa, para o acendimento das velas, um costume que representa lembrança e homenagem dentro do judaísmo. Além destes elementos, está presente o ner tamid, uma luz sempre acesa que simboliza a aliança entre Deus e os judeus, também uma peça customizada de serralheria.A intenção no espaço interno foi criar uma relação controlada com o contexto, capaz de isolar o indivíduo para um momento de tranqüilidade, mas mantendo ao mesmo tempo a conexão com a vegetação e com a brisa, muito agradável no alto da colina e importante no clima quente de Salvador. O piso moldado in loco é de gravilhão lavado. Neste sentido, o projeto procura uma relação complementar entre dentro e fora, através do diálogo com o gramado, com as árvores existentes e com seis bancos (“túmulos”) e seis pilares que representam os seis milhões de judeus mortos durante a Guerra.

Ata da Comissão Julgadora



Sede

Edifício dos Arquitetos
Ladeira da Praça nº 9, Centro

(71) 3335-1195
iab-ba@iab-ba.org.br

Escritório Executivo

Ed. Raphael Gordilho, Av. Lucaia 317, sala 203,
Rio Vermelho, CEP 41940-660 Salvador, BA


Institutos de Arquitetos do Brasil - Departamento da Bahia. © 2020. Todos os direitos reservados.