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O IAB-BA homenageia as arquitetas no “Dia Internacional da Mulher” – 08/03

A luta das mulheres para conquistar o seu espaço no mercado profissional é antiga, mas no Brasil este quadro começou a ser revertido desde os anos de 1970. Segundo dados do Censo dos Arquitetos e Urbanistas do Brasil, na atualidade, as arquitetas já representam mais de 60% do total de profissionais da área, em atividade no país. A presidente do IAB-BA, Solange Araújo, segunda mulher a assumir a Entidade no Estado, presta uma homenagem a todas as mulheres arquitetas da Bahia.

Para registrar a data foram aqui destacadas duas arquitetas que marcaram e marcam as cidades do Brasil e do Mundo pelo seu talento e perseverança.

LINA BO BARDI

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“Quando a gente nasce, não escolhe nada, nasce por acaso. Eu não nasci aqui, escolhi este lugar para viver. Por isso, o Brasil é meu país duas vezes, é minha ‘Pátria de Escolha’, e eu me sinto cidadã de todas as cidades, desde o Cariri, ao Triângulo Mineiro, às cidades do interior e às da fronteira”.

Italiana, naturalizada brasileira, Lina Bo Bardicontribuiu de maneira significativa para a arquitetura e para o urbanismo brasileiro, integrando-se ao modernismo e à cultura popular Além de arquiteta, trabalhou como cenógrafa, editora, designer de móveis, ilustradora, artista plástica, figurinista, curadora, dentre outros.

Formada pela Universidade de Roma, projetou sua primeira residência em São Paulo, a famosa Casa de Vidro (1951), atual Instituto Lina Bo Bardi e P.M. Bardi. Frequentadora dos espaços culturais foi contratada pelo jornalista Assis Chateaubriand para elaborar o Museu de Arte de São Paulo – MASP (1968). Em Salvador, dentre muitas outras obras, realizou o projeto de restauro do Solar do Unhã para sediar o Museu de Arte Moderna da Bahia. De volta a São Paulo, fez o SESC Pompeia (1982). Projetou a Casa de Cultura, em Recife; Teatro Oficina, São Paulo, 1990; Reforma do Teatro Polytheama, Jundiaí, 1986; dentre muita obras.

Lina sempre teve uma participação intensa na vida intelectual brasileira. Faleceu em 1992

Jô Vasconcellos

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O escritório Jô Vasconcellos & Arquitetos Associados é uma continuidade do ateliê Maia Arquitetos Associados, que Éolo Maia e Jô Vasconcellos tiveram em parceria por mais de 20 anos, com inúmeras participações em concursos, e mantendo um processo dinâmico e abrangente de interpretação para cada nova situação. Alguns dos projetos: Capela de Santana do Pé do Morro / Éolo Maia e Jô Vasconcellos – capela assentada no alto de uma pequena colina, junto à sede de uma Fazenda, onde estão localizadas as ruínas de uma antiga edificação. Adota a técnica edilícia da construção de barro e pedra e as ruínas foram envolvidas por uma estrutura de aço, vidro e madeira. Pela qualidade arquitetônica, a obra é reconhecida através do tombamento do edifício em 2002, pelo Instituo do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais.

Museu da Cachaça / Jô Vasconcellos, em Salinas, Minas Gerais, 2005 /2012. A edificação localmente é apelidada de “trem”, pela linearidade descontínua dos quase 200 metros entre suas extremidades.

Um espaço para o conhecimento / Jô Vasconcellos – Belo Horizonte/MG, 2010. Propõe a implantação de vários centros culturais nos seus diversos edifícios, que funcionaram como prédios administrativos do Governo do Estado. A maioria dos prédios é do século XIX e tombados pelo patrimônio Histórico. Com a mudança da sede do governo para a Cidade Administrativa, o Circuito foi implantado e, é hoje um dos maiores complexos culturais do Brasil.



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