Boletim Notícias



IAB BA promove atividade comemorativa em homenagem ao Dia do Arquiteto

foto0

Especialistas nacionais e locais em arquitetura e urbanismo se reuniram em Salvador, no último dia 15, para participar do colóquio “Patrimônio: Para quem e para quê?”, na Faculdade de Arquitetura da UFBA, em homenagem ao Dia do Arquiteto.

O Presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM/PMS), Fernando Guerreiro, o arquiteto e diretor da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), Zulu Mendes Araújo, o Ex-Superintendência Regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no estado do Ceará (IPHAN-CE), Romeu Duarte Jr. e a arquiteta e Ex-Superintendência Regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no estado de São Paulo (IPHAN-SP), Anna Beatriz Ayroza, foram alguns dos convidados do Departamento da Bahia do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/BA).

A abertura do evento foi feita por Solange Araújo, presidente do IAB/BA, que falou sobre a importância de reunir representantes de outros segmentos sociais para exercitar o poder reflexivo e trazer à memória as questões do Patrimônio, as heranças que nos conferem identidade. Logo em seguida, Luiz Antônio de Souza, coordenador do colóquio, convidou os expositores para dar início à primeira mesa-redonda do dia: Perspectivas da Sociedade Civil, que teve como moderador Paulo Ormindo, professor da Universidade Federal da Bahia. De acordo com Eduardo Morais, Presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHBA), temos a obrigação de manter o que foi construído e fazer com que esta riqueza histórica e cultural seja usufruída por todos. “A responsabilidade de conservar o patrimônio histórico-cultural não é apenas do Poder Público, mas de todos nós”, conclui.

foto1

O engenheiro Adair Oliveira representou Luiz Fernando Studart, Presidente da Associação Comercial da Bahia (ACBAHIA) e falou sobre as vocações, como o porto marítimo, como geração de recursos e sustentabilidade para a cidade. “A força da renovação acaba trazendo modificações para a cidade e precisamos nos preparar para recebê-las”, declarou. O debate continuou com o jornalista e Vice-Presidente da Associação Baiana de Imprensa (ABI), Ernesto Marques, que levantou uma questão importante: Patrimônio de quem? “Estão nos roubando o patrimônio simbólico. O que a cidade mais precisa é de diálogo, de mais debates como este para que os cidadãos possam dizer o que querem. Salvador precisa falar”,

foto2

Posteriormente, deu-se início às discussões sobre as Perspectivas políticas e técnicas que envolvem o patrimônio, que contou com Wagner Campos, Coordenador do IDEAS – Assessoria Popular, Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais do Estado da Bahia, como moderador da mesa. Fernando Guerreiro, Presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM/PMS), falou sobre a necessidade de se criar uma ação de Educação Patrimonial para que entendam a importância do patrimônio dentro da sociedade, além do Mapeamento Cultural da cidade que será feito em 2016. “A Educação Patrimonial é uma forma de aproximar a questão patrimonial da população, criar uma ligação com a história e a cultura da cidade para que exista uma sensação de pertencimento. A identidade da nossa cidade está sendo cada vez mais colocada em cheque e caso não haja uma mudança, teremos uma cidade sem alma e sem fisionomia”, preocupa-se Guerreiro. Já o Mapeamento, fará um levantamento para saber como andam as tradições culturais da cidade, o patrimônio histórico de Salvador. Zulu Mendes, Diretor da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), acredita que o mais importante é refletirmos e discutirmos o que fazer e como fazer para defender esse patrimônio que almejamos. Durante a discussão, Romeu Duarte Junior, Ex-Superintendência Regional do Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no estado do Ceará (IPHAN/CE), ligou o sinal de alerta: “O quadro de Salvador imprime muitos cuidados. As instituições que deveriam estar à frente oferecendo soluções precisam tomar para si a responsabilidade de preservar o patrimônio da cidade”. Anna Beatriz Ayrosa Galvão encerrou a última rodada de discussão do dia e relatou a importância da interlocução entre o poder público e a sociedade civil para que o patrimônio continue existindo. “Precisamos ensinar as pessoas a enxergar a sua cidade. Elas precisam se apropriar e conhecer a cidade onde vivem. A preservação não atravanca o progresso”, conclui.

Além das palestras e dos debates envolvendo as perspectivas da sociedade civil e perspectivas políticas e técnicas do patrimônio, a programação contou ainda com a exibição de curtas-metragem sobre o patrimônio edificado da capital baiana, como Pelourinho, Do alto da ladeira e O avesso do Pelô e com um coquetel de confraternização entre os presentes.



Sede

Edifício dos Arquitetos
Ladeira da Praça nº 9, Centro

(71) 3335-1195
iab-ba@iab-ba.org.br

Escritório Executivo

Ed. Raphael Gordilho, Av. Lucaia 317, sala 203,
Rio Vermelho, CEP 41940-660 Salvador, BA


Institutos de Arquitetos do Brasil - Departamento da Bahia. © 2020. Todos os direitos reservados.