Apresentação

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), através do Departamento da Bahia (IAB-BA), em parceria com a Faculdade de Arquitetura (FAUFBA) e o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (PPG-AU/UFBA, convida os profissionais e pesquisadores atuantes na preservação do patrimônio arquitetônico e urbanístico a participar do ArquiMemória 4 – Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado, que acontecerá em Salvador, entre 14 e 17 de maio de 2013.

O ArquiMemória 4 retoma uma iniciativa promovida pelo IAB na década de 1980, quando foram organizados dois grandes encontros homônimos para discutir a preservação do patrimônio no país, realizados em São Paulo, em 1981, e em Belo Horizonte, em 1987. Em junho de 2008, após 21 anos, o IAB voltou a convocar os arquitetos atuantes nas áreas de ensino, pesquisa, projetos, obras e gestão do patrimônio edificado para debater o tema no ArquiMemória 3, realizado pelo IAB-BA e por uma série de instituições parceiras. Durante quatro dias, mais de 600 profissionais de todas as regiões do Brasil e de diversos países da América e da Europa se reuniram em Salvador para discutir importantes questões relativas à preservação do nosso patrimônio. Principal encontro sobre preservação do patrimônio edificado realizado no Brasil, o ArquiMemória 4 anuncia, já no seu título, a ampliação transnacional das discussões promovidas, ao mesmo tempo em que ressalta a interdisciplinaridade inerente à salvaguarda do patrimônio edificado.

Nos últimos anos, as políticas de preservação no Brasil passaram por significativas transformações. Através de programas como o Monumenta e o PAC Cidades Históricas (PAC-CH), o foco da salvaguarda patrimonial tem se ampliado, gradativamente, da restauração de igrejas, fortificações e palacetes em pedra-e-cal para os investimentos em ações voltadas a dinamizar social e economicamente as populações residentes nos sítios históricos. Paralelamente à criação de fundos para a recuperação de imóveis privados e de investimentos em infraestrutura e equipamentos públicos, as práticas de preservação no Brasil passaram a contemplar as complexas e múltiplas relações existentes entre as manifestações culturais de natureza imaterial e o patrimônio material que lhes serve de suporte.

Ao mesmo tempo, surgiram e se consolidaram, em âmbito internacional, novos conceitos ligados à salvaguarda e à gestão patrimonial, tais como paisagem cultural e itinerário cultural, que abarcam vastos contextos territoriais. Além disso, os diversos grupos sociais têm, cada vez mais, exigido participar das decisões sobre o que e como preservar, influenciando diretamente nas ações desenvolvidas pelos órgãos de preservação e até mesmo reivindicando, em alguns casos, a reconstrução de monumentos destruídos por sinistros. A reconstrução, já concluída, do Hotel Pilão, em Ouro Preto, da Igreja Matriz de Pirenópolis, em Goiás, e da Capela das Mercês, em São Luiz do Paraitinga, no Estado de São Paulo, bem como a reconstrução, em curso, da Igreja Matriz de São Luiz de Tolosa, também em Paraitinga, todas exigidas pelas comunidades locais, contrapõem-se ao posicionamento dominante entre os técnicos dos órgãos de preservação que nega a possibilidade de reerguer os testemunhos do passado que se perderam, replicando no Brasil processos que já vinham sendo registrados em outros países.

Tendo como tema central “A dimensão urbana do patrimônio”, o ArquiMemória 4 pretende discutir as diversas relações entre cidade e patrimônio no Brasil e em outros contextos, tais como a articulação entre planejamento, urbanismo e preservação do patrimônio, o uso e a apropriação dos bens culturais pelos diferentes grupos sociais urbanos e as relações entre salvaguarda patrimonial e paisagem urbana, dentre muitas outras questões que encontram-se detalhadas nos cinco eixos temáticos que estruturam o evento.

Telefone para contato durante os dias do evento: +55 71 3113-5169